Arquivo do mês: julho 2009

Dubai Airport

umas fotos do aeroporto
aqui eh enormeeee e eu to mt cansadoooooo
(ps. o orkut é bloqueado daqui, não é autorizado pela legislação dos emirados árabes)

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Arquivado em Diário de Bordo

Contextualizando o Evangelho – A Mensagem

pedra-de-roseta
O mundo muda, fato. A Mensagem nunca mudará: Jesus Cristo é o Filho de Deus, encarnado, habitou entre nós cheio de graça e de verdade, foi morto na cruz pelos nossos pecados, passou três dias no sepultado e ressuscitou para nos trazer salvação; isso nunca muda. Mas isso não significa que a mensagem deve ser passada de maneira igual a todas as épocas.
A bíblia também é um livro contextualizado à sua época. Uma das minhas passagens favoritas é em Atos 17 quando Paulo vai a Atenas e prega aos atenienses. Só para entender qual era o contexto da situação: Atenas era uma cidade extremamente pagã e seus cidadãos sacrificavam a diversos falsos deuses. E existia o altar do deus desconhecido, erigido para assegurar que nenhum deus tivesse ficado fora da adoração dos atenienses. Paulo sabia que os atenienses não conheciam o antigo testamento, pois não eram judeus.
E o que Paulo faz? Utiliza o altar do deus desconhecido e começa seu discurso: “…passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do Céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois, ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós’ pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas tem dito…” (Atos 17.23-28) – Neste trecho Paulo não menciona a bíblia, mas utiliza citações de filósofos gregos (Epimênides, Cleanto e Arato) e estas citações são originalmente sobre Zeus, o maior dos deuses gregos. Paulo contextualizou a mensagem para um povo, falou a língua deles.
A armadura da fé de Efésios 6 é outro exemplo. Éfeso era a capital romana na Ásia e o povo romano era conquistador, o império romano foi o maior de toda a antiguidade e, ao escrever para este povo, Paulo convida-os a preparar-se para a batalha e compara o Evangelho com uma armadura a ser vestida para resistir o mal.
Jesus era criticado por que falava a linguagem do povo, enquanto os religiosos enchiam suas orações de palavras sem sentido. Jesus era tido como louco porque ele se misturava com todos ao invés de ser uma daquelas pessoas estranhas que parecem que estão vegetando e falam por meio de enigmas. Jesus Cristo contava estórias quando pregava. Ele não pregava por meio de pontos, pois sabia que não estava falando com teólogos e entendidos no assunto, Jesus sabia falava com gente humilde
O Evangelho de João é outro exemplo. João chama Jesus de LOGOS. Originalmente, Logos significa palavra em grego. Existiam duas culturas muito importantes na época de Jesus, a cultura grega e a cultura judaica. Segundo o filósofo grego Heráclito, o LOGOS significa a razão que rege o universo e tudo acontece segundo o Logos. Já para um judeu, a força mais poderosa no Universo é a Palavra de Deus = o Logos de Deus. No começo do Evangelho de João, Jesus Cristo é chamado de Verbo “E o Logos se fez carne” (João 1.14). O Espírito Santo, inspirou João a escrever utilizando ideias de duas grandes culturas – No princípio era o Logos, a Razão que rege o Universo, a Palavra do Deus vivo.
Último exemplo: as igrejas de Apocalipse. Neste livro Jesus pede que João escreva diversas cartas a algumas igrejas que ficam na Ásia e pede que os cristãos se arrependam de seus pecados; se eles continuassem insistindo no erro, Jesus faz algumas ameaças:
– Carta a Éfeso: Se não mudassem, Jesus moveria o seu candeiro (Apocalipse 2.5). A cidade de Éfeso foi deslocada por causa da progressiva obstrução do rio Caister, ela foi “movida” de lugares antigos. De maneira analógica, Cristo ameaça remover a igreja caso o povo não se arrependa.
– Carta a Esmina: Cristo pede que os cristãos continuem firmes e lhes promete a coroa da vida (Apocalipse 2.10). A deusa Cibele de Esmirna é retratada em moedas com uma coroa, segundo o modelo das muralhas da cidade. Dizia-se que as construções no Monte Pagos de Esmirna se pareciam com uma coroa. Em oposição a estes conceitos, Jesus promete dar a coroa verdadeira.
– Carta a Sardes: Jesus chama a igreja de morta e pede que eles se arrependam; se não mudassem de atitude, Jesus viria como ladrão (Apocalipse 3.2-4). A aparentemente inatingível fortaleza de Sardes foi capturada de surpresa duas vezes em tempos de guerra, provavelmente à noite. Cristo adverte que uma experiência semelhante atingirá a igreja a menos que seu povo desperte.
– Carta a Filadélfia: Jesus promete que fará do vencedor coluna no santuário (Apocalipse 3.12). Filadélfia tinha sido atingida por terremotos. Isso tornava a promessa de segurança e estabilidade especialmente apropriada.
– Carta a Laodicéia: Jesus fala que as obras da igreja são mornas, nem frias nem quentes e ameaça vomitá-los de Sua boca (é, a palavra vomitar aparece na bíblia) (Apocalipse 3.15). O suprimento de água de Laodicéia vinha de uma fonte distante através de tubos. Em conseqüência, quando a água chegava à cidade era morna e pouco potável. Contrastantemente, a cidade vizinha de Hierápolis possuía fontes térmicas medicinais, e a vizinha Colossos era abastecida por uma fonte de água fria vinda da montanha. Cristo pede que a igreja seja refrescante (fria) ou medicinalmente curativa (quente) e não como o abastecimento de água de Laodicéia.
Cristo fala de uma maneira que as igrejas entendam e a mensagem também deve ser passada de uma maneira que faça sentido. De que adianta sair com um megafone gritando versículos por aí sendo que muita gente não conhece as Escrituras? É surpreendente como o Espírito Santo, o Autor Supremo das Escrituras, usa de criatividade inigualável para passar as boas novas do Evangelho.
Se você encontrou uma maneira louca e inovadora de anunciar o Evangelho, ore, peça ajuda a Deus e faça! Palhaços, ações impactantes, hip hop, artistas de todos os tipos, grafiteiros, dançarinos, malucos de todos os tipos, VAMOS SER LOUCOS POR CRISTO !!!!
“Deus escolheu coisas loucas do mundo para envergonhar os Sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar os fortes” (I Coríntios 1.27-28)
A Mensagem SEMPRE é contextualizava e importa saber a quem ela está sendo transmitida.
Que toda a honra, glória, louvor, força e poder sejam dadas a DEUS, esse DEUS maravilhoso que usa coisas loucas para alcançar os pecadores!

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Contextualizando o Evangelho – A Igreja

Há algum tempo me incomodo com algo na maior parte das igrejas dos nossos dias: parece que elas não são igrejas de 2009, o ano em que vivemos. Parece muitas vezes que vieram do século 18 e aterrissaram em todas as esquinas, sem sabermos qual a máquina do tempo utilizada para trazê-las. O problema é sério, vivemos no século 21 e mesmo assim cremos que não se deve buscar inovação para o ambiente “sacro”.

Ao meu ver, isso vem da noção que quanto mais antigo e formal for o culto, a música, a vestimenta, o ambiente e todo o resto, mais santos seremos. Pensamos que, para fazer igreja da maneira que agrada a Jesus, precisa ser igual ao novo testamento. Ou seja, na nossa visão ser uma igreja correta é tentar viver de uma maneira que assusta aos não-cristãos por nosso atraso de vida entendendo que isso é sinal de santidade. Existe um medo de contextualizar a igreja e a mensagem.

Como pregar o Evangelho em um mundo assim:

(Vídeo roubado do blog do Cristão Inteligente)

A igreja

Você já conheceu aquela pessoa que parece que veio de algum outro século pelo jeito estranho de falar? “Vós estais bem? Sois um varão de muita importância para mim, regozijo-me em vossa presença.”.
Creio que isso é um medo de mudança por pensarmos que quanto mais parecidos com a linguagem bíblica estivermos e mais parecidos com o novo testamento, mais santos seremos. Contextualizar não parece uma coisa boa.
A realidade é que todas as igrejas estão contextualizadas a algum século. O fato é descobrir qual é o século.
Até o século 14 não havia bancos nas igrejas e todos os cristãos ficavam de pé durante o culto. Antes, somente alguns templos pagãos utilizavam encostos que eram freqüentemente utilizados como apoio para orgias. Onde está o super crente santo que vai começar a dizer que não quer mais bancos na igreja porque se sente em uma orgia?
Utilizamos bíblias impressas e isso é devido a Johan Gutenberg, este inventou a impressão no século 15. Então se a igreja utiliza bíblias impressas, ela está passando por uma contextualização do século 15. A mesma coisa para alto falantes, toda a igreja que utiliza sistemas de som passa por uma contextualização do século 18. Grande parte das igrejas utilizam projetores para anúncios e letras de música durante o louvor e o projetor é uma tecnologia do século 20. Muitas igrejas também enviam e-mails com informações dos cultos, pedidos de oração, informativos em geral e isto é uma contextualização do século 21. As últimas novidades tecnológicas são os podcasts (arquivos de áudio) de pregações.
A música cristã, na minha opinião, se torna uma tristeza pela falta de inovação. Às vezes brinco com um amigo meu que deveríamos dar uma bíblia e um dicionário para todos os novos convertidos, pois grande parte das músicas apresenta verbos utilizados somente por nossos ancestrais mais antigos.
E sem mencionar a falta de originalidade, ou a música fala de fogo ou de chuva. Além de todas aquelas músicas que falam na segunda pessoa do plural: EXALTAI, ENGRANDECEI, SALMODIAI, SONDAI, BUSCAI. Como eu não cresci na igreja, durante os louvores tinha de virar para algum amigo e perguntar: “Tá… e o que significa isso?”.

A questão não é se a igreja deve ou não se contextualizar, mas sim a qual século ela está contextualizada.

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E eis que Deus disse que não era bom

solidao das arvores secas

E Ele disse mesmo

Estive lendo e relendo a história da criação e gostaria de refletir um pouco sobre ela. Ao invés de começar uma reflexão EVOLUCIONISMO X CRIACIONISMO (deixo isso aos cientistas, físicos, biólogos, etc.), vamos pular para o capítulo segundo, versículo 18. Deus criou tudo, dia e noite, sol e lua, plantas, peixes, répteis, mamíferos, tudo, e tão somente terminava aquilo que fazia, Deus dizia que era bom. Tudo na criação era bom, menos uma coisa, dê uma relida no versículo 18: “NAO é bom que o homem esteja só”.

Há uma lista de coisas que eu amo em Deus. Amo Deus de todo o meu coração e quanto mais eu estudo as Escrituras, mais eu me surpreendo como Deus conhece o homem e suas necessidades. Ficar sozinho não é bom e foi essa a primeira coisa que Deus disse que não era boa. Logo após, Deus criou a mulher e ordenou a eles que povoassem a terra, povoassem-na criando-lhes companhia.

Gosto de uma frase que sempre vejo no Orkut da minha namorada: Gente simples, prazeres simples… Coisas simples da vida, um abraço de nossos pais, o primeiro passo da filhinha, um reencontro entre velhos amigos, o descobrir de uma nova amizade, comemorar um gol do Brasil na Copa do Mundo, a sensação gostosa de apaixonar-se, uma viagem com seu melhor amigo, o pedido de casamento. A maior parte dos nossos prazeres são ligados a pessoas, pessoas fazem a diferença.

O que te faz feliz?

Solidão é um fator destrutivo. Causa infelicidade. E não falo de momentos que você e eu precisamos para por os pensamentos e ordem, refletir sobre futuras decisões ou meditar na Palavra de Deus. Isolamento é destrutivo.

Não sou psicólogo, mas tenho plena certeza que Deus estava certo.

(Pensamentos soltos de uma madrugada mal dormida traduzidos em palavras)

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