Salvador e salvadores

Quando você identifica seu ídolo, existe uma dificuldade em livrar-se dele, pois você o põe no posto de salvador e deus da sua vida. Nós somos criaturas adoradoras criadas para adorar o nosso Criador e existem somente duas opções: adorar o Criador ou adorar algo criado por Ele.
Mark Driscoll costuma dizer que nossos problemas e pecados não são com bebida, sexo, dinheiro ou cigarro, na verdade eles são todos problemas de idolatria. Ao idolatrar algo, uma pessoa vê no ídolo um salvador, ela pensa: “é isso que vai me salvar”. E quanto mais ela busca salvação no ídolo, mais ela afunda e mais se aprisiona. Já vi todos os tipos de pessoas buscarem a solução dos seus problemas no álcool e é sempre a mesma história: “estou infeliz… eu mereço beber para amenizar o que eu sinto, o álcool me fará bem e contente”. Em essência, o que diz é “o álcool é a minha salvação”. Um ídolo faz com que nos entreguemos a ele para encontrar conforto e para comemorar: “consegui um trabalho novo! Vamos comemorar dando PT!” ou então “minha namorada me largou e minha vida está destruída. Vou beber porque não agüento a vida nesse estado”. Como seres criados para a adoração, nossas vidas giram em torno de algo, seja Cristo, seja qualquer outra coisa que Ele criou.
Os casamentos da nossa era estão estragados porque os cônjuges botam no lugar de Cristo diversas coisas como trabalho ou futebol. Houve alguma briga e a esposa decepcionou seu marido, ele fica até mais tarde no trabalho ou arruma algum jeito de entrar na liga de futebol do bairro para poder desaparecer (é aquele tipo de homem covarde que pensa que ficando longe, seus problemas se resolvem). Nós criamos salvadores o tempo inteiro e vamos a eles em momentos bons e em momentos ruins. Tem um rapaz na minha sala que acredita em justificação por fé no Lula. O seu ídolo salvador da pátria é o presidente e a fé nele é correta.
Uma coisa tão comum nas igrejas é usar a Cristo como meio para chegar ao ídolo. Quem louva Cristo com o objetivo de ter uma casa grande, uma conta bancária gorda, um carro de última geração não adora o Cristo, mas usa-O como se fosse um mero caminho para os nossos ídolos. Cristo deixa de ser o fim da nossa adoração para tornar-se o meio da nossa idolatria. O mundo precisa ver em nós que Jesus é suficiente e infelizmente fica difícil quando o que nos é realmente satisfatório é o dinheiro. É quando você perde seus ídolos e continua adorando a Cristo que o mundo vê que Ele é suficiente.
John Piper, um pastor que admiro demais, sempre diz: Cristo é mais glorificado em nós quando nós somos mais satisfeitos Nele.

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