Diário de Bordo – Paraguai Pt. 2

À tarde demos uma volta na cidade e fomos até um centro poliesportivo em ótimo estado. A única coisa tensa era o banheiro. Manja quando você entra no banheiro e a privada está marrom de tão suja? Então, esse era o estado da pia.
Voltamos ao hotel para tomar um banho e dar uma refrescada e depois retornamos à escola para assistir algumas apresentações de dança paraguaia e o rapaz do teclado tocou a música do Kiko de novo.

A apresentação foi legal e o pessoal do Brasil também cantou uma música em português. Teve também uma dança típica bem bonita
Apresentação terminada, todo mundo voltou para o hotel para tomar banho e ir para o culto. A igreja lá era bem bonita, bem cuidada e pequena. O clima de igreja pequena é bem gostoso porque todo mundo se conhece e se cumprimenta. É uma das coisas que faz falta em igreja grande, a sensação de comunidade. O que mais me marcou durante o culto foi que em um momento de louvor todos começaram a dançar uma música de mãos dadas girando. É uma inocência tão gostosa e tão difícil de ver hoje em dia. Fico pensando se não esse tipo de atitude que Jesus fala quando diz que devemos nos parecer com as crianças.
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Culto terminou, fomos comer alguma coisa. Durante o jantar, a galera do Brasil teve um ataque “hablando español”, até se cantou um funk do “si, pero no mucho”. Aprendi a dizer “Dios bendiga a los ancianos” e “soy alérgico a los crustáceos”
Agora, passear. A cidade é bem legal, bem simples e bonita. Pense naquela cidade de interior que não é muito rica, mas é bem cuidada. Passamos em um festival que de imediato me fez recordar do festival da boa vizinhança. Havia por lá uma espécie de quiosque da coca-cola, porém me frustrei por não ter achado uma latinha do refrigerante por lá. E procurei bastante, mas parece que eles não bebem em latinha lá naquela cidade. Vale lembrar que tudo isto, todo este passeio foi feito na caçamba de uma caminhonete. Vida de aventureiro. Passeio terminado, back to the Hotel, hora de dormir, pois retornaríamos ao Brasil no dia seguinte.
O dia de volta foi aquela coisa básica de fim de viagem, todo mundo com as malas do lado de fora do quarto e com cara amassada. A volta de Concépcion até Ponta-Porã foi em um ônibus quebra-costas. Foi difícil voltar naquilo, três belas horas que pareceram dez. E o ônibus não tinha AC.
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E na volta, fiquei sabendo que iríamos passar no Shopping China, um grande mercado que vende tod o tipo de coisas, eletrônicos, videogames, chocolates, bebidas, lentes para câmeras, roupas, bolsas, etc. Antes da viagem, meu pai me perguntou “Leo, você não quer dinheiro? No Paraguai as coisas são bem baratas” e eu respondi “Relaxa, pai, nós nem vamos ter tempo de parar, vai ser uma viagem de trabalho voluntário”. Sabe quando você pensa “M*RDA!!!!”? Foi um desses momentos.
Almoçamos no shopping e eu aproveitei para comprar meu PS3, já o queria havia tempos. O pessoal que foi para a aldeia indígena apareceu também, nós nos encontramos pelo shopping, mas só fomos conversar mesmo na volta no ônibus. Fomos para a receita declarar os bens, porém a receita estava fechada. Isso eu acho um absurdo, você só pode comprar suas coisas até as 16 horas nos domingos e feriados, depois disso não é possível declarar bens. E se a policia parar, azar o seu, é propina ou bens apreendidos. Mas a lei é difícil mesmo.
Enfim, saímos de volta para São Paulo e vou dizer que esse último trecho tenha sido uma das melhores partes da viagem. Tirando que o ônibus parecia que tinha ficado mais apertado na volta e que o banheiro quebrou e dava para sentir o odor dele penetrando no fundo da alma e destruindo a alegria de meu ser (até ofereci pagar R$ 10,00 para quem respirasse fundo nesse momento). Mas a parte legal foi conhecer o pessoal que foi para a aldeia indígena. Tinha gente que eu mal havia visto e já me sentia na liberdade para brincar e deixar que zoassem comigo também. Jogamos cidade dorme, um jogo legal que lembra máfia, demos risada, conversamos sobre teologia. Uma das partes que mais gostei de conversar foi sobre teologia, é legal ver que ainda existem crentes pensantes e não um monte de alienados. Aprendi umas coisas super interessantes sobre artes, sempre achei a arte pós-moderna sem sentido e que qualquer pessoa fosse capaz de fazer, mas um amigo explicou um pouco sobre isso e eu entendi que não é qualquer um que é um bom artista.
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Rolou evangelismo também e eu acho surpreendente como evangelismo é uma coisa cansativa. É uma coisa muito espiritual mesmo, duas horas de evangelismo são mais cansativas que 8 horas trabalhando no campo, conforme um estudo que vi sobre isso. Charles Finney foi um grande evangelista e na sua última semana de ministério evangelista ganhou 180 mil pessoas para Cristo e ele afirma ter sido essa a semana mais exaustiva da vida dele. Rolou também uma conversa sobre islamismo e tenho aqui a manifestação de um missionário de Alá entre nós:

Parte do trajeto tentei dormir um pouco, mas a condição da estrada estava horrorosa e eu senti que a coluna ia rachar. A volta foi um momento cheio de risadas e em algumas horas aprendi é possível amar e se importar com gente que eu mal conhecia há pouco mais de três dias. Aprendi que posso orar por pessoas sobre as quais não sei absolutamente nada e gostaria muito de saber muito. Tenho saudades de absolutamente tudo e todos e meu único arrependimento é não ter feito uma viagem mais comprida.
Chegando em casa, pelo menos me senti bem vindo pelo meu cachorro.
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Realidade machuca às vezes.

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4 Comentários

Arquivado em Diário de Bordo

4 Respostas para “Diário de Bordo – Paraguai Pt. 2

  1. Salve kandinsky Artista suprematista, vanguardista moderno….ahahhahahahha

    cara, vc tem o dom.

  2. Cara, vi sim o video. Ele é uma edição de uma pregação dele chamada Pregação Jocante. Vale a pena assistir.
    Cara tenho lido seu blog, muito bom. Só que algumas vezes tento escrever comentários e dá erro.
    Fico feliz por sua viagem!!!

  3. Lalá

    Hay muchas formas de alabar Tu Nombre
    y de exaltarte oh Jehova
    Hay muchas formas de magnificarte.
    Pero ahora lo hare asi.

    Saco mi vida del anonimato
    me dio corona y vestido real
    asi es Jehova que exalta al pequeño
    por causa de El, yo me hare mas Vil

    Remolineando, remolineando celebrare a Jehova
    remolineando, remolineando
    me hare mas vil por causa de Jehova
    Lara,lara, lara…

  4. Lalá

    Delícia de viagem, né?
    A gente aprende muito! E conhecer o povo todo foi realmente gostoso…! Ô povinho querido!

    Amei muito tudo isso!
    E bora ir pras proximas, nao?? Semeando vidas tem todo ano… mackenzie voluntario também! =)

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