Arquivo do mês: fevereiro 2010

Salva-me De Mim Mesmo

Acho que já escrevi sobre esse livro antes, mas não tenho muita certeza. O livro que falo se chama “Save Me From Myself” (Salve-me De Mim Mesmo). Ele conta a história do guitarrista Brian “Head” Welch, ex-guitarrista da banda Korn que largou a banda e as drogas por causa de Jesus. O título do livro ecoa o que Paulo diz sobre nenhum ser humano ser bom e buscar a Deus, todo ser humano é ruim e precisa de mudança de natureza. Apesar do livro chamar tanto a minha atenção, o fato curioso é que não o li. E o livro chama muito minha atenção porque um dos maiores inimigos do homem é ele mesmo. Quando acordo, sei que terei de enfrentar-me o dia todo.

Desde crianças nós somos ensinados a não ter responsabilidades e ter sempre nossos pais atrás de nós, encobrindo por nós, limpando nossa sujeira e deixando passar com a desculpa de que somos pequenos. Já desde pequenos aprendemos a bela arte de botar a culpa nos outros. Mas o tempo passa e a gente cresce, mas não amadurece. Chega a adolescência e ao invés de amadurecer, a regra é viver irresponsavelmente porque a adolescência é a época da rebelião segundo a psicologia moderna. Fazemos tudo livres de consequência. Livres pelo momento é claro, Deus não é injusto e mesmo que perdoe nossos pecados, as consequências ainda existem, cedo ou tarde precisamos lidar com elas. Você pode pensar que isso é injusto, mas Deus ama você demais para permitir que você não cresça e aprenda com os próprios erros (falo também por experiência própria). Só que não existe nada mais cabeça dura do que aquela pessoa que você vê todos os dias no espelho quando escova os dentes (eu realmente espero que você escove os dentes todos os dias quando acorda; se não, não me conte por favor). A cada dia que passa você se aperfeiçoa em tirar responsabilidade de si e colocar em outra pessoa ou coisa. Não acredita em mim? Pare para pensar nos pedidos de perdão e nos arrependimentos que você escuta por aí:

– Eu só fiz o que fiz porque você me levou a fazer aquilo. Perdoe-me, mas você também errou – Traduz-se: Estou só dizendo que a culpa inicial foi sua, você me obrigou a fazer aquilo. O que quero dizer é que se não fosse por você nada teria acontecido, eu estou livre de culpa.
– Eu sou assim por causa dos meus pais. Eles que me transformaram no que sou, se não fosse por eles eu não seria assim. A culpa não é minha, perdoe-me, mas a culpa não é minha.
– Eu sei que fiz errado, vou fazer essa grande doação para provar que me sinto realmente mal pelo que aconteceu. Nunca mais vou fazer igual.
– O que acontece é que eu tenho um distúrbio, preciso de tratamento.
– A situação me levou ao erro. Não fale como se você nunca tivesse errado.
– Ué, eu errei, mas você também errou! Se quem não tem pecado, atire a primeira pedra!!
– Ninguém é perfeito, acontece. Espero que não afete nossa amizade.
– A carne é fraca, sei que na minha situação você faria o mesmo.
– Eu sei que preciso mudar, mas você também precisa. Tenho comigo uma lista de erros que você fez
(Se você tiver algum exemplo pessoal, pode me mandar).

Começa na infância a arte de não sermos culpados de nada e a maneira como ela se aperfeiçoa é incrível (como dizia uma mulher que trabalhava aqui em casa “Eu fico incrível, fio”). Como diz Andy Stanley, isso é só um eco do que aconteceu no Éden no dia da Queda, quando Deus confontra Adão sobre ter comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele ousadamente diz a Deus “eu comi porque a mulher que VOCÊ me deu por esposa, foi ELA quem me deu de comer da árvore”. E Eva diz “quem mandou que eu comesse foi a Serpente”. Adão bota a culpa em Eva, Eva bota a culpa na Serpente. Curiosamente, a Serpente (popularmente conhecida como Satanás) não bota a culpa em ninguém, ela não diz “a situação me levou a fazê-lo” ou bota a culpa em Deus como tantos de nós o fazemos (já fui culpado desse pecado repetidas vezes). Desde os primórdios da criação humana já existia a arte de botar a culpa nos outros. Se você pensa que está enganando muita gente e se safando de várias coisas e que não existe ninguém tão malandro como você, saiba que a arte é antiga e que cedo ou tarde você será pego.

Um exemplo claro que me vêm à mente é quando estouraram diversos escândalos de corrupção no Brasil e o companheiro Lula só soube dizer “não sei de nada”. Querido presidente, você não sabe de nada, mas você é o líder da nação, não adianta tentar se livrar da responsabilidade dizendo que a culpa é dos outros sendo que você é autoridade sobre eles, você precisa tomar providências. Outro mais recente é o que houve com o famoso golfista Tiger Woods. Não adianta fazer cara de coitado na T.V. e dizer que precisa de tratamento. Sim, é bom reconhecer isso, mas antes de tudo é preciso falar: a culpa é minha, eu errei. Não julgo nenhum dos dois, por favor não entenda que estou apontando o dedo para eles, só quero mostrar exemplos claros de como ninguém gosta de assumir que está errado. As coisas seriam muito diferentes se as pessoas assumissem os próprios erros ao invés de encontrarem causas ambientais para eles. Quem é ou foi estagiário vai se identificar: quem aqui nunca teve que levar a culpa por algo que não fez?

Jesus veio para remidir-nos e restaurar-nos desse reflexo de Adão. Ele nunca foi irresponsável ou jogou a culpa em outra pessoa por algo que não havia feito. Ele tomou sobre Si toda aquela culpa que não quisermos tomar e preferimos jogar em outras pessoas. E a decisão é sua, ou sua tendência de jogar a culpa nos outros é paga na Cruz por Cristo ou no inferno por você, não tem meio termo. Chegou a hora de arrepender-se (a começar em mim).

Perante o Tribunal de Cristo ninguém vai poder dizer: a culpa não foi minha.

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O Fruto Apodrecido

Na carta aos gálatas, Paulo pede que os cristãos da Galácia vivam uma vida orientada pelo Espírito de Deus e diz qual é o fruto do Espírito:

– Amor
– Paz
– Paciência
– Delicadeza
– Bondade
– Alegria
– Fidelidade
– Domínio Próprio
– Humildade (Toda vez que leio isso penso no Padre Marcelo sendo entrevistado no CQC falando que ele pede 10 coisas todos os dias: humildade, humildade, humildade, humildade, humildade, humildade…).

Paulo fala que estas características vêm como evidência, só que eu pessoalmente creio que existe muita gente que não entendeu ainda. A religiosidade ensina diversas mudanças de comportamento, regras que uma pessoa deve fazer e não fazer para ganhar o favor de Deus. Quando você não entende o fruto do Espírito, transforma-o em mera mudança de comportamento. Como essas características não são reais, a tendência é distorcê-las e elas se tornam:

– amor se torna neutralidade, egoísmo, indulgência.
– alegria se torna entusiasmo enlouquecido, emocionalismo ou frenesi.
– paz se torna mornidão, indiferença e falta de compromisso.
– paciência se torna permissividade.
– delicadeza se torna descuido ou falta de atenção.
– bondade se torna promoção pessoal e justiça própria.
– fidelidade se torna legalismo, ativismo, extremismo e fervor irracional.
– humildade se torna fraqueza, frouxidão, covardia e timidez.
– domínio próprio se torna esforço carnal e pessoal.

A religiosidade destrói tudo o que Cristo constrói: passa a você essa lista de evidências de uma vida nova guiada pelo Espírito de Deus e ensina que é necessário esforçar-se o máximo possível para fazer o que é certo. Vou contar um pouco da minha experiência pessoal. Apesar de ter me tornado um cristão com somente 20 anos, fui criado em um ambiente cheio de religiosidade, superstição e espiritualidade. Aprendi muita coisa sobre a bíblia e sobre Deus, porém não possuía nenhum relacionamento real com Ele. E o que me foi ensinado desde pequeno é fazer aquilo que a bíblia manda fazer, “fazer” também o fruto do Espírito (como se isso fosse possível). E isso me influenciou por um tempo logo após a minha conversão e, na minha falta de compreensão, quando era amoroso me tornava egoísta e neutro pensando que ser amoroso, ter amor significava também nunca falar sobre os pecados de amigos ou usar o amor como desculpa na hora que apontavam algum erro meu. Isso foi um erro meu por muito tempo e vejo as outras distorções por todos os lados na igreja. O que mais me incomoda é o quesito alegria, cristãos chatos que pedem para você ver o lado bom de tudo mesmo quando o seu mundo está desmoronando. Isso não é ser encorajador, isso é ser chato, estranho, incômodo e irritante. A paciência se torna permissividade e tolera falsos ensinamentos sobre Cristo, tudo em nome do conforto.

Humildade é outro fator que muita gente não entende e creio que, esforçando-se para ser humilde, muita gente diz e faz coisas tontas. Outro dia li sobre um cara que comemorava que a igreja dele era imperfeita. Eu acho legal reconhecer que somos imperfeitos, uma igreja reconhecer que é imperfeita e precisa da graça de Deus. Mas comemorar imperfeição e fraqueza? Pergunto-me até hoje qual foi o ponto disso… E, como a boa religiosidade manda, toda vez que você tiver algum “sucesso” em alguns dos pontos, o coração se enche de orgulho e arrogância. Quando falha, o desespero bate à porta por não conseguir atender os padrões de Deus. Uma das nossas obrigações como cristãos é refletir Cristo, ser luz no mundo escuro. Porém, o fruto distorcido não atrai a atenção para Cristo, mas faz com que as pessoas olhem para nós mesmos como alguma forma de religioso doentil.

Quando o alvo é Cristo, a mudança de vida é evidência. Quando o alvo é a mudança em si, não passa de mudança de comportamento e é muito mais fácil distorcer algo que não é natural.

Jesus veio para salvar a todos e a cada dia eu fico mais e mais convencido de que Ele também precisa salvar os cristãos.

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O que você tem feito?

Para o Reino de Deus, O que você tem feito? – essa é uma pergunta que normalmente causa culpa, remorso e vergonha, porque sempre sentimos que não fazemos o suficiente. Em janeiro, tive a oportunidade de ouvir Francis Chan pregar sobre compromisso com Deus e ele disse algo que me marcou muito: “As pessoas sempre dizem que querem saber qual é o chamado de Deus para elas porque só assim elas vão seguir. Isso é a mesma coisa que dizer ‘quero me comprometer com Deus um dia’, é muito mais fácil se comprometer um dia do que se comprometer agora. E isso é verdade, nós queremos um compromisso futuro no qual Deus aparece descendo em forma de nuvens e nós ficamos maravilhados pela sua presença, então Ele fala com som de trovão ‘Eu, o SENHOR, quero que você faça X’. O que esquecemos é que o compromisso de Deus é agora, aqui e agora”.

Quando Jesus veio, Ele pregou sobre a realidade do Reino de Deus no tempo presente. Lembra do sermão do monte? Nele, Jesus simplesmente começa a falar sobre como o Reino de Deus entra em choque com toda a cultura do mundo: ore pelas pessoas que odeiam você, ame seus inimigos, seja generoso, perdoe, ore a Deus, não julgue. Nesse sermão Jesus utiliza o tempo presente, indicação de algo que começava no AGORA e não ALGUM DIA. Isso signifca que tudo que você faz deve ser visto pela ótica do Reino de Deus: quando você acorda, quando você toma café-da-manhã com seus pais ou esposa, quando você entra no carro e o trânsito está pesado, quando você ouve desaforo do seu chefe, quando você almoça com amigos do trabalho, quando você vai para a faculdade, quando você dorme. Gosto de uma oração no fim de uma das músicas do cantor Toby Mac: “que o Teu Reino seja o que nos faz levantar e nos faz dormir”.

Uma das marcas de um crente é que a sua perspectiva do mundo é totalmente renovada, ele não olha mais para o mundo como antes, ele vê as pessoas com dignidade, ele entende que seu dinheiro é para ser usado de maneira generosa, tudo é transformado. Aqui uma das promessas de Deus se torna realidade: eis que tudo se fez novo e as coisas passadas se foram. O Reino de Deus é a causa pela qual devemos lutar: lutar contra injustiça, contra o tráfico humano, contra a prostituição, contra a marginalização, a exclusão social, a pobreza, contra tudo aquilo que for contrário aos padrões que Jesus ensinou em toda Sua sabedoria e grandeza. Um de meus grandes amigos sempre ora “Senhor, que em nós as pessoas possam experimentar um pedacinho do Teu reino”. Isso é muito mais do que dar dinheiro para instituições de caridade, fazer coleta de óleo e reciclar o lixo. John Piper diz que o Reino de Deus é muito mais que jogar centavos nos sonhos das pessoas, é levar Jesus Cristo a elas por meio de nós, seja com nosso tempo, com nosso dinheiro, com nossa internet, com nosso serviço e com nossas vidas.

Infelizmente, tanta gente doa grandes quantidades de dinheiro simplesmente para se livrarem da culpa de não estarem ajudando, porém suas vidas não refletem a realidade do Reino. Fazem isso para ficarem de consciência limpa e pensam que já fizeram sua parte. Na minha opinião, elas não entenderam nada. O Reino de Deus é muito mais que doar dinheiro. É moldar toda a nossa vida, tudo o que temos e nosso pensamento, é um despertar para uma nova realidade que não tem mais como ignorar depois que acontece. Desperta-se para a realidade que você não é ninguém e existe um Alguém que reina sobre todo o Universo, ama especial e pessoalmente cada indivíduo presente sobre este planeta e Ele quer que você carregue esta mensagem a pessoas que estão aprisionadas por sofrimentos e pecados. Jesus instituiu você como embaixador de Seu reino, você é um representante de uma nação celestial.
>
> Comprometa-se agora. E quero terminar orando como meu amigo sempre ora: Senhor Jesus, que as pessoas ao nosso redor possam sentir em nós um pedacinho do Teu Reino. Em nome de Jesus, amém.

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Enquanto meu chefe não volta…

Quando estava trabalhando nos EUA, vejo como essa experiência foi uma das melhores que já tive na vida! Fiz grandes amigos, tive momentos divertidíssimos, meu relacionamento com Deus cresceu e me sinto mais maduro. A única coisa que eu realmente não gostava era o trabalho em si. Era um trabalho repetitivo, maçante e que não desafiava em nada minha capacidade intelectual, eu não passava de um funcionário de baixo escalão que só realizava o operacional. Sempre tinha que escutar desaforo dos clientes e a política “o cliente está sempre certo” era uma doutrina sagrada na empresa. O ambiente corporativo variava entre pessoas com a minha faixa etária (18-22) até senhores aposentados que queriam fazer alguns dólares a mais no fim do mês. O que marcava a nossa equipe de trabalho era que ninguém gostava muito das responsabilidades e sempre empurrava ao outro aquilo que lhe cabia. Os horários eram malucos e confusos, eu trabalhava muitas vezes 12 horas por dia e raramente chegava em casa antes da 1 da manhã, sendo que o mais normal era entre 3:00 e 4:00. Tinha dias que chegava em casa às 4:00 e já estava escalado para trabalhar às 10:00 do dia seguinte. Como era inverno, houve dias que minhas roupas congelavam enquanto esperava no ponto de ônibus e chovia quase que sempre. Outros dias eu era molhado por aqueles jatos de água automáticos que ficavam no jardim do meu condomínio.

O trabalho não era dos melhores, definitivamente. E tinha dias que eu estava de saco cheio e empurrava com a barriga mesmo. E aí que veio a repreensão amorosa de Deus: uma noite eu estava com meu computador e um dos livros que gosto mais de ler é Colossenses, principalmente a parte que Paulo escreve sobre Jesus como o centro de tudo, de toda a criação, é Nele que tudo existe e Ele é o primeiro em tudo. Eu amo essa passagem, mas não foi nela que meus olhos se repousaram naquela noite. O que me chamou a atenção foi uma passagem que diz assim:

“Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão-somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens…” (Co 3.22-23).

Você pode estar pensando “Mas… e daí? O que isso tem a ver? Hoje em dia não existem mais servos!”. Esta passagem foi escrita há quase 2 mil anos e me surpreende como a palavra de Deus é viva e útil não importa a época. Paulo escreve aos servos e pede que eles trabalhem de coração, não trabalhando só quando o chefe está por perto, mas trabalhando e entendendo que tudo que é feito é para Deus. A escravidão é detestável e Paulo pede que os escravos ajam com sinceridade e honestidade, mais tarde afirmando que serão recompensados e estão servindo a Cristo e sendo exemplo para seus senhores. Assim como Jesus foi um servo obediente, devemos seguir Seu exemplo.

No momento que li isso, senti Deus falando comigo que deveria começar a trabalhar de outra maneira. Vieram-me na cabeça todos os empregos que já tive, que em algum momento jogava paciência e quando percebia alguém importante vindo em minha direção, eu rapidamente trocava para a tela do Outlook, abria algum e-mail de trabalho e fazia cara de sério. Lembrei dos momentos que tinha algo para fazer e fiquei adiando até o último momento, mesmo sabendo que eu atrasava o trabalho de outras pessoas. Até já houve vezes que eu simplesmente ficava lendo as notícias. No meu trabalho nos EUA, eu costumava estender meu intervalo de almoço por 5 minutos, às vezes 7 ou 10. Foram todos momentos que eu pensava “Enquanto meu chefe não volta, eu vou…”.

Quando li essa passagem, percebi como Deus quer que façamos nossos trabalhos de maneira honesta e responsável. Não importa muito o que você faz, importa como faz. Você pode ser um grande executivo com conta bancária recheada ou você pode estar preso em um trabalho sem saída, sem futuro, sem perspectiva de carreira, com poucas chances de efetivação e ganhando menos do que aquilo que você precisa (ou do que acha que precisa). Deus ordena que você trabalhe como se trabalhasse diretamente para Ele. Enquanto seu chefe não volta, trabalhe como se ele estivesse do seu lado e avaliando a cada momento.

Jesus é o maior exemplo disso, a Bíblia descreve como Ele sempre existiu como forma de Deus, porém se esvaziou, tomou forma de servo e foi obediente até a cruz. Jesus sabe o que é ser humilhado por outras pessoas. Jesus sabe o que é trabalhar em um trabalho sem futuro e mesmo assim pagava seus impostos. O currículo de Jesus não era nada surpreendente: homem solteiro, 30 anos de idade, operário, mãos calejadas do ofício da carpintaria. Jesus entende completamente quando você reclama que seu trabalho é horrível e Ele pede que você trabalhe direito não importa aonde.

Jesus nunca inventou desculpas para ficar na cama enquanto o despertador tocava, jamais fez o trabalho mal feito só porque não lhe dava perspectiva de carreira, Jesus jamais ficou perdendo tempo jogando campo minado enquanto sua pilha de tarefas a fazer só aumentava. Jesus era responsável. E se você acha que a vida perfeita é sem responsabilidades e trabalho, assim como eu, está na hora de você se arrepender.

Fala sério, não existe ninguém como Jesus.

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